Como construímos uma casa de madeira que dura
Três decisões separam uma casa de madeira que atravessa gerações de uma que dá dores de cabeça: que madeira se usa, como a casa assenta no terreno e com que rigor se monta. Explicamos aqui as três, sem segredos.
1. A matéria-prima: pinho nórdico de crescimento lento
Toda a nossa madeira é pinho nórdico maciço com certificação FSC, vindo de florestas geridas de forma responsável na Escandinávia e no Báltico. O frio obriga a árvore a crescer devagar: os anéis ficam apertados, a densidade sobe e a madeira ganha estabilidade — empena menos, fissura menos e envelhece melhor do que as espécies de crescimento rápido.
2. As paredes: perfis maciços que encaixam
Construímos as paredes com perfis de madeira maciça que encaixam uns nos outros e fecham juntas estanques ao ar e à água. A espessura depende do modelo e do uso previsto — está na ficha de cada casa. Para viver todo o ano, recomendamos a parede dupla com isolamento no núcleo: madeira à vista dos dois lados e desempenho térmico ao nível da construção de baixo consumo.
3. O assentamento: sempre elevado, sempre ventilado
Casa nossa não toca no chão: ergue-se sobre uma estrutura elevada que deixa o ar circular por baixo do pavimento. Madeira que vive seca não apodrece, não atrai insetos nem perde resistência — e é essa câmara ventilada que separa uma casa que dura gerações de uma que dura pouco.
4. Telhado e janelas
Os telhados são inclinados, de duas ou quatro águas conforme o modelo, com revestimento escolhido em função do projeto e das regras do município. Nas janelas, aconselhamos vidro duplo a quem habita todo o ano: até um terço das trocas de calor de uma casa passa pelos vãos.
5. Redes e instalações já executadas
Entregamos cada casa com água, eletricidade e esgotos instalados por dentro e casa de banho equipada. Do lado do terreno ficam a fundação e as ligações às redes públicas — orçamentadas à parte, porque cada local é um caso.
6. As normas por trás do projeto
O dimensionamento estrutural segue o Eurocódigo 5 (EN 1995), a norma europeia para estruturas de madeira; nas casas destinadas a habitação cumprem-se ainda o RGEU e as exigências fixadas no licenciamento de cada município.
O que a madeira pede em troca
Sejamos francos: a parede simples de menor espessura serve bem anexos e uso sazonal, mas quem vive todo o ano em zonas frias deve investir na parede dupla isolada. E a madeira exposta quer o acabamento exterior renovado a cada 3 a 5 anos — é o único ritual que a casa lhe pede.
Dúvidas comuns sobre o sistema
Que espessura de parede devo escolher?
Depende do uso que lhe vai dar: para anexos e casas de fim de semana, a parede maciça standard cumpre bem; para habitação permanente, a parede dupla isolada compensa. Aconselhamos caso a caso.
Quem faz a montagem?
A nossa própria equipa, em poucos dias, em qualquer ponto de Portugal continental — a montagem estrutural nunca é subcontratada.
Posso ver o sistema ao vivo?
Pode: na exposição do Estoril mostramos paredes, encaixes e acabamentos reais antes de qualquer decisão.